Oi, Povo! Quanta poeira, heim? Nao prometo que vou voltar a escrever freqüentemente aqui, mas vou usar esse canal como desabafo agora... Ai, que merda. Tenho quatro parceiros (inclusive tô ensaiando semanalmente com dois deles) e nao tive ninguém pra tocar comigo ontem na festa da PUC. A maior tristeza do mundo é depender dos outros pra fazer o que a gente mais gosta na vida, e o pior, nao poder contar com eles. Como eu queria ser auto-suficiente musicalmente. Grand, nao dah pra por "til" e acento agudo, que aconteceu? Ontem foi a festa de niver do Mauricinho no O'Malley's. Foi legal. Muito bom rever amigos nao tao constantes como Alex, Mira, Lili e Evandro. A unica chaticezinha foi que o Mau ficou triste uma hora por causa de uns estranhos desentendimentos com a amada, entao eu fiquei triste também. Ninguém merece sofrer e chorar no dia da festa de aniversario, nao? Assisti Pixote pela primeira vez hoje. Hector Babenco novinho -- que inclusive faz uma ponta no começo, explicando a conjuntura social carioca ja terrivel nos anos 80. Marilia Pera faz uma puta! Tah otima, como sempre. Filme cheio de palavrao, putaria, gente pelada, bem caracteristico da época. Beijos a todos. posted by Nancy Galvão 22:17 . . .
posted by Grandjean 20:39 . . .
EU AMO FLORIPA Após Grand, Mau e eu quase termos passado nosso Ano-Novo em São Paulo (já que, como todos devem saber, o carro do Granja foi roubado, e iríamos pra Ilha do Cardoso no carro do Evandro -- que, no entanto, simplesmente desisitiu da viagem e não se preocupou em nos avisar), conseguimos agilizar uma trip pra Florianópolis. Ai, que maravilhosa é Floripa... estou apaixonada por essa cidade, onde nós três e mais Pri, Flávio, Jú, Rê, Cláudio, Barney e Dedé tivemos o prazer de passar oito dias no fim do ano. Lindas praias, cachoeiras, matas e paisagens exuberantes, e incrivelmente limpas! As pessoas de Floripa, talvez por sua descendência européia, são educadas, ecológicas e extremamente "seguidoras de leis". Claro que há exceções. Mas agradáveis e inesperados acontecimentos, simples mas significativos sinais sobre a cultura desse povo, me surpreenderam. Por exemplo: contei nos dedos as bitucas de cigarro e papéis de bala que vi nas trilhas dos passeios; há latas de lixo nas praias, e as pessoas realmente as usam!; dois dias após o Ano-Novo, todas as garrafas e resquícios da festança haviam desaparecido da praia do Campeche, onde passamos a virada. Me surpreendi com tudo isso, pois não costumo presenciar comportamentos semelhantes em nossas passagens por cidades de Minas, SP e Rio. Mas claro que sempre tem gente ruim, em todo lugar, e também tivemos desagradáveis provas disso. Como quando nos deparamos com um cara roubando bromélias na Cachoeira da Solidão – um verdadeiro duende, de aparência simples, descendo pela trilha com muita desenvoltura, certamente um local. Ou quando fomos a um bar na beira da Lagoa da Conceição, que tinha um garçom colombiano insuportável, fazendo brincadeiras de mau gosto o tempo todo (o idiota chegou ao cúmulo de fazer de conta que ia entregar um copo ao cliente, e, quando esse último ia tentar pegá-lo, o garçom dava-lhe um “olé” e ria da cara dele!). Mas, de forma geral, tive uma impressão muito positiva de tudo. Por isso, entendo e respeito os manezinhos quando eles lutam para impedir a migração de paulistas e habitantes de outros Estados pra lá. Imagino que o façam não apenas movidos pela defesa à preservação de seus empregos, mas também de sua cultura, que permite que a cidade se constitua em um exemplo a ser seguido pelo País. Eles têm o direito de não querer que Florianópolis se transforme em uma São Paulo ou Rio de Janeiro. posted by Nancy Galvão 16:33 . . .